Revista do Movimento Sem Terra (MST)
E por falar em sem-terra, ele também esteve lá junto deles, firme e forte. Colocou seu talento profissional, sua arte, cultura e experiência política na Revista Sem Terra, com quem tive o privilégio de colaborar por cinco anos (1997-2002). Ela nasceu depois de longa maturação e muita discussão política. Inicialmente, a direção do MST pensou numa revista de estudos longos e densos, quase um perfil acadêmico. O MST pretendia dialogar de forma consistente com setores da sociedade simpáticos à luta pela terra e reforma agrária.
Segundo Neuri Rossetto, dirigente dos sem-terra responsável pelo setor de comunicação à época, Alipio foi decisivo para transformar a ideia da revista densa numa publicação periódica cheia de vida e qualidade, bonita de se ler, capaz de comunicar o projeto do MST a quem de direito e acumular aliados à luta utilizando os melhores recursos do jornalismo.
Como editor, Alipio dizia que, por meio da revista, o MST poderia comunicar cruzando questões da terra com a cultura e a arte.
Desde o início, ainda antes do lançamento do nº 1, no início do segundo semestre de 1997, e depois por todo o tempo, a revista reuniu muita gente boa, próxima do Alipio e generosa como ele.
Com capa colorida e duas cores no miolo (preto e azul), a revista foi lançada com pompa e circunstância no Teatro Studio 184 (atual Teatro Studio Heleny Guariba), na Praça Roosevelt, regada a bom vinho, queijos, embutidos e doces das cooperativas do MST.
A edição nº 1 e outras edições da revista estão disponíveis na íntegra no link da Hemeroteca Luta pela Terra.
Alipio trouxe para perto do MST pessoas que colaboraram ativamente na comunicação, com a Revista Sem Terra e o jornal Brasil de Fato (hoje, um portal ativo). Mais tarde, em 2000, participou da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF). (Trecho do texto “Com Alipio valeu cada minuto daquelas batalha” do Rogério Chaves) LEIA+